por: Bruno Mancini
Quando o corpo trava, não é falta de virilidade ou atração. É um mecanismo de defesa neurofisiológico. O "fenômeno do espectador" faz você sair da cena e virar um juiz da própria performance, o que desliga a resposta sexual.
O medo aciona o modo "luta ou fuga". A adrenalina inunda o corpo e fecha quimicamente as artérias cavernosas. É uma contradição biológica: não importa o desejo, se o sistema de alerta estiver ligado, o "freio de mão" é puxado.
O vilão é o "Modelo de Desempenho Perfeito". Achar que a ereção deve ser uma máquina infalível gera vigilância obsessiva. A cura, segundo Barry McCarthy, é aceitar o "sexo bom o bastante" e a variabilidade natural do corpo.
O consumo excessivo de pornografia cria um abismo entre a tela e a realidade (PIED). O cérebro, viciado em hiperestímulo visual, dessensibiliza-se para o toque real e humano, dificultando a resposta física com uma parceira.
Excesso de cuidado mata o desejo. Segundo Esther Perel, tentar agradar demais para "garantir" o ato gera pressão. O segredo é o "egoísmo saudável": focar na sua própria sensação e prazer é o que realmente excita a parceira.
Para destravar, tire a penetração do foco e use o "Foco Sensorial" (sentir texturas na pele). A respiração diafragmática é vital: ela ativa o nervo vago, baixa a adrenalina e sinaliza segurança química para o cérebro.
Como vencer esse pavor na Hora H? Tratando o "software" (mente). Remédios sem terapia apenas mascaram e criam dependência psicológica. A solução definitiva é reeducar o cérebro para sair do modo de alerta e voltar a sentir.