por: Bruno Mancini
O sistema de defesa falho. O riso não é alegria, é pânico disfarçado. O corpo tenta expulsar o excesso de ansiedade e cortisol acumulado através de uma reação espasmódica. É a válvula de alívio de uma panela de pressão emocional.
A técnica do céu da boca. Sentiu o riso subir? Pressione a ponta da língua com força contra o céu da boca, logo atrás dos dentes da frente. Esse estímulo físico interrompe o reflexo muscular do sorriso involuntário.
Respire, não ofegue. O riso nervoso se alimenta de ar puxado rápido pela boca. Feche os lábios imediatamente e force uma inspiração longa pelo nariz. Ao oxigenar o cérebro, você envia um sinal químico de que o perigo passou.
A mordida discreta. Morder levemente a parte interna da bochecha ou o lábio inferior cria uma microdor que distrai o cérebro. O foco neural muda da "emoção descontrolada" para a "sensação física", cortando a vontade de rir.
Se o riso escapar, não tente disfarçar, pois fica pior. Diga: "Desculpe, eu rio quando fico nervoso". A honestidade desarma o julgamento alheio e transforma um momento estranho em sinal de humanidade.
O nervosismo aumenta quando olhamos para baixo ou para os lados (fugindo). Foque fixamente em um dos olhos da pessoa. O contato visual intenso exige concentração cognitiva e bloqueia a dispersão que causa o riso.
Como controlar a expressão? Pela Substituição Sensorial. O segredo não é "segurar" a emoção, mas desviar a energia. Use a dor leve (morder a bochecha) ou a pressão física (língua no palato) para "enganar" o cérebro e retomar a seriedade na hora.