Você fala gírias demais? O que isso comunica

por: Bruno Mancini

Em ambientes sociais, as gírias quebram o gelo. Elas sinalizam que você está à vontade, diminuindo a barreira da formalidade e criando um laço imediato de "pertencimento" e intimidade.

O seu vocabulário revela a sua tribo. Usar termos específicos mostra que você está inserido em uma cultura (gamer, internet, regional), validando sua identidade perante aquele grupo.

No trabalho, o excesso é perigoso. Pode ser interpretado como falta de repertório, imaturidade ou desleixo, gerando um "preconceito linguístico" que afeta sua credibilidade.

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A barreira do entendimento. Nem todo mundo tem a chave do código. Falar gírias demais com outras gerações ou regiões cria barreiras, fazendo com que a mensagem principal se perca na tradução.

A campeã nacional. Segundo a Preply, o "Sextou" lidera o ranking (74%), seguido por "Treta" e "Zueira". Essas expressões tornaram-se tão comuns que quase transcenderam o status de gíria, virando rotina.

O fenômeno viral. Termos como "Calabreso" e "Casca de bala" explodem nas redes. Usá-los exige timing: fora da internet ou do tempo certo, eles podem soar forçados e deslocados.

O que isso comunica? Informalidade Extrema. O uso excessivo comunica que você prioriza a identidade de grupo sobre a clareza universal. Se não houver filtro, indica falta de Code Switching (habilidade de adaptar a fala ao ambiente).