por: Bruno Mancini
Falar do ex em um encontro é um campo minado. Em 2026, isso não é sentença de morte imediata, mas um sinal que exige interpretação cuidadosa do contexto, da frequência e, principalmente, da emoção por trás das palavras.
O alerta vermelho acende na repetição. Se o ex é o protagonista da noite e monopoliza a conversa, cuidado. Isso geralmente indica indisponibilidade emocional: ela ainda processa o luto e usa você apenas como ouvinte.
Atenção às comparações. Focar excessivamente em traumas passados ou defeitos do ex pode ser uma tentativa desajeitada de estabelecer limites ("avisos"), mas acaba tornando o clima pesado e focado na negatividade.
Nem tudo é saudade. Em relacionamentos longos, muitas memórias estão ligadas ao parceiro antigo. Citar o ex em uma história sobre uma viagem ou restaurante pode ser apenas um "gatilho de memória" incidental, sem carga afetiva.
Existe o lado positivo: a maturidade. Mencionar o passado de forma breve e respeitosa, sem rancor ou desejo de retorno, demonstra que ela é uma mulher bem resolvida, transparente e que honra a própria história sem se prender a ela.
Às vezes, é um teste de intimidade. Compartilhar dores antigas pode ser uma forma (arriscada) de tentar criar conexão profunda rápida. Porém, a etiqueta moderna sugere evitar isso no início para manter o foco na nova dinâmica.
O veredito final está no tom de voz. Se houver mágoa, ódio ou saudade, ela ainda está presa lá atrás. Se for leve e informativo, é apenas honestidade. Mas lembre-se: se o ex aparece mais que você, você é o estepe.