por: Bruno Mancini
Ser um homem respeitoso e gentil é excelente, mas no início de uma conexão, a previsibilidade total atua como um repelente de interesse. O cérebro humano é biologicamente programado para valorizar o que não é garantido.
A dopamina, neurotransmissor do prazer, não é liberada pela posse, mas pela antecipação. Quando você se entrega 100% em três dias, elimina a tensão e o mistério, transformando-se em uma "recompensa" que já foi conquistada.
Investir excessivamente em alguém que você mal conhece revela carência, não valor. O tempo é o seu ativo mais precioso; ao oferecê-lo sem critérios, você comunica subconscientemente que a sua própria vida não é tão interessante.
Estar 150% presente quando estão juntos é poderoso. No entanto, estar 150% disponível quando estão longe é um erro estratégico. A escassez não deve ser um "joguinho", mas o reflexo de um homem que realmente possui um propósito.
Fuja dos extremismos de internet que pregam o ódio ou a revolta. Muitas dessas filosofias são criadas por pessoas magoadas que tentam colocar a complexidade humana em caixinhas simplistas, o que só gera mais frustração e isolamento.
O verdadeiro investimento de um homem deve ser na sua própria "casa": seu trabalho, seu corpo e sua mente. Quando você se torna uma pedra preciosa e rara, não precisa anunciar seu valor; ele é percebido naturalmente por quem o cerca.
Enquanto você entrega segurança e previsibilidade absoluta logo de cara o que gera zero dopamina o "cara pior" entrega incerteza e desafio. Ele ganha não por ser uma pessoa melhor, mas porque a natureza humana é viciada no "quase ter" e na raridade.