Você fala demais ou de menos? O equilíbrio

por: Bruno Mancini

Em 2026, a inteligência social não é medida por quem tem o maior vocabulário, mas pela intenção. O erro fatal não está apenas no volume de palavras, mas em transformar o diálogo em um monólogo egocêntrico ou em um interrogatório seco.

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Se a pessoa à sua frente apenas balança a cabeça e solta "ahams" monossilábicos, alerta vermelho: você virou um "Narcisista Conversacional". Preencher o silêncio por ansiedade ou ego desliga o interesse do outro imediatamente.

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A cura para o falador é a Regra dos 2 Minutos. Monitore-se para nunca falar mais que esse tempo sem devolver a bola. Aprenda a apreciar o silêncio; ele demonstra domínio emocional e segurança, enquanto a tagarelice exala nervosismo.

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Já se ela sente que está numa entrevista de emprego, você é o "Espectador". Respostas curtas como "sim" ou "não" matam a química porque não oferecem ganchos. Compartilhar quem você é é um ato de generosidade que gera confiança.

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Para sair do modo passivo, use a Resposta Expandida. Se perguntarem se gosta de viajar, não diga só "sim". Diga: "Sim, fui para a Chapada e a energia lá é incrível. Você prefere serra ou praia?". Adicione detalhe + pergunta.

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A estratégia de ouro é a Proporção 60/40. Em interações de alto nível, deixe que ela fale 60% do tempo. As pessoas amam falar de si; ao permitir que ela seja protagonista, você assume o papel de "Diretor" e se torna fascinante.

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Qual o veredito? O equilíbrio é falar o Suficiente para Instigar. O homem carismático foge dos extremos: ele não cansa pelos ouvidos nem entedia pelo silêncio. Ele fala para guiar o assunto e ouve ativamente para criar conexão real.