por: Bruno Mancini
O Instagram funciona como uma galeria de momentos áureos. O erro começa quando você compara os seus bastidores diários, com as dores e rotinas comuns, com o "palco" iluminado e editado que os outros decidem mostrar.
A realidade nas redes é uma produção, não um registro fiel. Luzes, ângulos e filtros criam uma estética de perfeição que não resiste a cinco minutos de vida real, gerando uma distorção perigosa da percepção humana.
O algoritmo prioriza o extremo: luxo, corpos esculturais e sucessos repentinos. Essa exposição constante faz com que uma vida saudável e produtiva, mas equilibrada, pareça insuficiente ou estagnada aos olhos do observador.
Cada minuto gasto analisando a vida de um desconhecido é um minuto subtraído da construção da sua própria jornada. A comparação constante rouba o foco necessário para executar as tarefas que trariam seus resultados reais.
Para restaurar a confiança, troque a comparação social pelo progresso mensurável. Monitore seus próprios indicadores, como evolução nos treinos ou finanças, onde o único adversário legítimo é quem você foi no dia anterior.
Praticar a higiene digital é vital hoje. Silenciar perfis que despertam sentimentos de inferioridade e seguir pessoas que compartilham processos reais ajuda a reprogramar seu cérebro para valorizar a consistência.
Você se compara? Inconscientemente sim, mas precisa mudar o foco. A comparação é um viés natural, porém, ao aceitar que o Instagram é um recorte fictício, você recupera o poder de focar apenas no seu próprio crescimento.