Pular para o conteúdo
Início » Pré-natal do parceiro: homem também pode fazer exames

Pré-natal do parceiro: homem também pode fazer exames

Homem participa de consulta de pré-natal ao lado da parceira grávida em unidade de saúde

O pré-natal no SUS não precisa ser um compromisso exclusivo da gestante. A estratégia chamada Pré-Natal do Parceiro também permite que o homem aproveite esse período para receber orientações e cuidar da própria saúde.

Para quem vai ser pai ou acompanha uma gravidez, isso pode significar acesso a testes para infecções sexualmente transmissíveis, avaliação das vacinas e encaminhamento para outros cuidados, conforme a avaliação da equipe de saúde.

O Ministério da Saúde voltou a destacar a estratégia em agosto de 2026. O serviço não é um lançamento recente, mas ainda merece atenção de quem associa o pré-natal apenas às consultas da mulher.

O que é o Pré-Natal do Parceiro no SUS?

É uma estratégia da atenção primária que busca incluir o parceiro no acompanhamento da gestação e aproximá-lo dos serviços de saúde. A ideia combina prevenção, informação e participação responsável nos cuidados familiares.

Segundo o Ministério da Saúde, a participação não se limita a estar presente na sala de consulta. O homem pode aproveitar o contato com a unidade para conversar sobre sua saúde e identificar necessidades de acompanhamento.

A proposta considera também parceiros que não são pais biológicos. O foco é estimular o cuidado compartilhado durante a gravidez, o nascimento e o período posterior ao parto, respeitando as escolhas da gestante.

Quais exames o homem pode fazer?

As orientações técnicas do Ministério da Saúde recomendam que, na primeira consulta do parceiro, a equipe ofereça testagem para HIV, sífilis e hepatites B e C. Os profissionais também avaliam a necessidade de outros exames.

O objetivo não é presumir que alguém tenha uma infecção, mas ampliar a prevenção e a identificação de problemas de saúde. O atendimento deve considerar o histórico, os resultados e a orientação individual da equipe.

A verificação da situação vacinal faz parte da estratégia. Se houver doses pendentes, os profissionais podem orientar a atualização conforme o calendário e as condições de cada pessoa.

Como participar do pré-natal do parceiro?

O caminho mais prático é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) onde a gestante faz o acompanhamento e perguntar como funciona o atendimento ao parceiro naquela unidade.

Vale informar que você deseja participar da estratégia, perguntar sobre a consulta inicial e verificar se os exames são realizados no local ou se haverá encaminhamento. A organização do fluxo pode variar entre unidades.

Se tiver carteira de vacinação ou resultados de exames anteriores, pode ser útil levá-los para avaliação. Antes de se deslocar, confirme com a UBS quais documentos e horários são necessários.

Por que os testes também importam para a gestante?

A identificação e o tratamento oportunos de infecções sexualmente transmissíveis no casal podem contribuir para reduzir riscos de reinfecção da gestante e proteger o bebê. Essa é uma das justificativas de saúde pública da estratégia.

Isso não substitui os exames e consultas da gestante. Cada pessoa precisa seguir as recomendações da própria equipe, inclusive quando um resultado exigir investigação, aconselhamento ou tratamento.

O parceiro também recebe orientações sobre o bebê?

Sim. As equipes podem conversar sobre paternidade ativa, divisão das responsabilidades, apoio à gestante, amamentação e cuidados básicos com o recém-nascido. A proposta vai além dos procedimentos clínicos.

É uma oportunidade para o homem esclarecer dúvidas antes do nascimento, compreender como ajudar no pós-parto e construir uma participação mais constante no cotidiano da família.

Participar, entretanto, não significa substituir decisões da gestante. O acompanhamento deve respeitar a autonomia da mulher e as orientações específicas de cada serviço de saúde.

O atendimento é uma novidade de 2026?

Não. A estratégia já existia antes de 2026. Na comunicação publicada em 27 de agosto deste ano, o Ministério da Saúde apresentou dados sobre o crescimento dos procedimentos registrados ao longo dos anos.

Segundo a pasta, foram 4,9 mil procedimentos monitorados em 2018 e 106,3 mil em 2025. Esses números mostram expansão dos registros, mas não garantem atendimento imediato ou o mesmo fluxo em todas as UBS.

O que fazer se a UBS não souber orientar?

Peça informações sobre o atendimento do parceiro na equipe de atenção primária, os testes disponíveis e a possibilidade de agendamento. Se a unidade não executar algum procedimento, solicite orientação sobre o serviço responsável.

O ponto principal é não adiar o autocuidado por acreditar que o pré-natal é um assunto exclusivo da gestante. O acompanhamento pode ser uma porta de entrada para cuidar da saúde e apoiar a família.

Para conferir os detalhes, consulte as orientações clínicas do Ministério da Saúde e a comunicação oficial sobre o programa.

Bruno Mancini

Bruno Mancini

Eu ajudo homens em sua jornada a se tornarem versões mais fortes e capazes de si mesmos, para que possam viver a vida em seus próprios termos. Aqui, falo sem rodeios sobre o que importa: autoconfiança, masculinidade consciente, propósito, força emocional e atitude.View Author posts

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

O Que Eu Aprendi Sobre Liderança Com Cães Talvez Você Seja Carente, Por Isso Só Atrai Lixo Lista de Hábitos Para Mudar Sua Vida Em 2026 O Erro Fatal Que Faz 97% Dos Homens Serem Ignorados Por Boas Mulheres Porque Mulheres Escolhem Homens Piores Que Você Você Tem Medo De Mostrar Sua Verdadeira Personalidade Trabalhe Duro, Ganhe Dinheiro E Depois Suma Como ser aberto sobre seus sentimentos sem parecer fraco? Você treme quando ela te toca? O que fazer Pelos nas costas ou peito: Depilar ou manter? “Não sei flertar”: O guia para quem trava Ela só te chama quando precisa de algo Expresse o que sente: Guia para comunicação aberta no amor Você mora longe dela (periferia/bairro afastado)? O bloqueio O pavor de encontrar o ex dela na rua